
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Como é que é possível?

quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Por agora, ficamos por aqui
1 de Setembro de 2010
Era tempo de voltar a casa. A partida, do Estuário do Sado, com o objectivo de chegar ao Delta do Danúbio cumpriu-se e, dentro do prazo, regressámos à capital sadina.
Foram 10.506 km em pouco mais de 5 semanas. Umas férias magníficas que nos enriqueceram imenso e nos deixaram ainda com mais vontade de viajar. Aquilo que parecia uma loucura acabou por se concretizar e, no final, deixou extraordinárias recordações e uma ideia mais concreta sobre os países europeus ditos de Leste, tão cheios de história e de cultura.
Este blog, uma estreia para qualquer de nós, foi um divertimento que nos obrigou a um olhar mais atento, procurando aquilo que os guias não trazem e, dentro do possível, narrar algo que pudesse ser interessante também para outras pessoas. É certo que se trata de um diário - e, portanto, algo de pessoal - mas saber que há quem nos leia acaba por trazer uma responsabilidade acrescida. Não podemos deixar de referir quão bem soube a companhia de quem nos seguiu.
Por agora, este blog fica por aqui. Será retomado quando houver novas viagens ou novidades importantes. Se desejarem manter o contacto, a propósito desta ou de outras viagens, basta usar o email palavradeviajante@gmail.com.
Seguindo por Siguenza

Sigüenza revelou-nos uma Espanha desconhecida. Não tanto por se tratar de uma pequena e acolhedora cidade renascentista, impecavelmente recuperada, mas pela quantidade e qualidade de oferta hoteleira e de restaurantes: pelo menos 2 hotéis de design, mesmo no centro, com um extraordinário bom gosto, e menus de fazer crescer água na boca. Um exemplo: http://www.eldoncel.com/
terça-feira, 31 de agosto de 2010
"Esta cidade interessa-me"

segunda-feira, 30 de agosto de 2010
À grande e à francesa... até no cheiro!

Curiosamente, a particularidade que faz desta terra o berço do Roquefort é ter um subsolo tipo queijo suíço: falhas naturais na rocha permitem a circulação do ar, mantendo a temperatura entre os 6º C e os 12º C e a humidade entre 90% e 95%. Os queijos são envolvidos em folhas de alumínio, entre 5 e 11 meses, para estabilizar a proliferação de penicilium roqueforti. Cheiram mal mas são deliciosos.
Por hoje, a descida para sul vai terminar em Narbonne, uma cidade com muito para revelar, apesar de chegarmos com um dia de atraso ao Festival Charles Trenet (que aqui nasceu em 1913), autor de Douce France que se tornou um hino da resistência aos nazis.
domingo, 29 de agosto de 2010
Aixo que gosto desta xidade

O pai deles todos

Pão pão, queijo queijo


Em França, os mercados ao ar livre são uma vertigem para os sentidos. Em Aix-en-Provence, na Place Richelme, perto da câmara municipal, tem lugar, de manhã, um autêntico festim de odores, cores e sabores: fruta, vegetais, queijos (muitos), enchidos e carnes frias (também muitos), pão, ovos de codorniz, peixes e mariscos e outras tentadoras e inventivas formas de degustação.
sábado, 28 de agosto de 2010
A inevitável reincidência no pecado da gula
Dia 3428 de Agosto de 2010
De regresso a casa, havia que fechar o círculo num local que permitisse uma comemoração gastronómica à altura: Aix-en-Provence, naturalmente! Claro que poderíamos ter disfarçado esta nova queda em tentação gourmande de passeio cultural ao atelier de Cézanne, que ainda não visitámos mas que contamos fazê-lo amanhã.
Antes de chegar a Aix, vale a pena parar em duas localidades provençais: Sisteron, pelo seu ar de "vila florida e encantadora" e Manosque, cujo centro histórico se assemelha a uma Aix-en-Provence em miniatura e onde se podem comer umas autênticas e saborosas especialidades libanesas numa pequena praça junto à igreja de Saint Saveur.
Aix-en-Provence vai ser local de descanso e de novas descobertas durante dois dias (e de passeios culturais, pois!). Quando sairmos, temos de ter cuidado para não recomeçar o périplo de novo, já que são muitas as saudades dos preços sérvios, búlgaros e romenos...
Na rota de Napoleão
Dia 3327 de Agosto de 2010
Há diversas hipóteses de passar de Itália para França. Optámos pelo desconhecido: o túnel de Frejus (com os seus 12,5 km de comprimento e €35,10 de portagem) e, depois, a Route Napoléon (N85), atravessando os Alpes. Da espeleologia ao alpinismo, portanto!
A estrada Napoleão é muito concorrida (ao próprio, vimo-lo em várias facetas: acampamento, hotel, bistrot, pizzaria e até estátua reluzente a cavalo), talvez por ter uma paisagem tão bonita, atravessando vilas de montanha, seguindo ao longo de rios e lagos, num constante sobe e desce, proporcionando uma agradável viagem. A paragem em La Mure (nas pegadas de Luís XIII e de Richelieu em campanha para Itália) deveu-se à necessidade de descansar, antes de retomar o caminho em direcção à Provença.
Em terras gaulesas recuperámos a possibilidade de actualizar o blog pois, segundo uma autóctone, temos "oui-fi" no hotel. Um a zero, Sarkozy ganha a Berlusconi.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Uma cidade com consciência literária


Dia 32
26 de Agosto de 2010
Este périplo danubiano não ficaria completo sem uma passagem por Trieste, terra natal de Claudio Magris, o autor de Danúbio, livro de certa forma inspirador da nossa viagem.
Cidade aberta ao Adriático, Trieste tem uma longa história (mais uma vez Veneza, o Império Austro-Húngaro, a Alemanha, a Itália, Tito, etc...) que é muito visível na sua arquitectura. Mas há um pormenor que enforma a sua identidade e que é apresentado com grande orgulho: o seu papel na literatura. Aqui viveram James Joyce (por duas vezes) e Italo Svevo, entre outros, sendo ainda a cidade onde nasceu Susanna Tamaro.
Consta que Joyce terá dito que a sua alma estava em Trieste. Mesmo que não seja verdade, é interessante como algumas cidades constroem a sua imagem à custa de escritores ou artistas. De realçar ainda que Dublin, outra cidade literária por excelência, também se sente herdeira de Joyce e do seu Ulisses e, à semelhança de Trieste, criou percursos para melhor conhecer os locais frequentados pelo escritor.
Devido a uma lei para prevenir o terrorismo, é difícil ter wireless em Itália. Donde, enquanto não nos fartámos dos deliciosos gelados italianos, não pudemos actualizar o blog.
Para afogar a mágoa que sabíamos estar a provocar nos nossos fiéis seguidores, fomos experimentar um tocai italiano (na região de Udine produz-se este vinho desde 1771, bem diferente do tokaji húngaro, que é um vinho doce de sobremesa), bem fresquinho e frutado, que era maravilhoso.
Metidas num buraco

Ambas as visitas demoram cerca de 90 minutos e convém levar agasalhos pois a temperatura chega aos 8ºC. Em Postojna, os mais desprevenidos podem alugar uma espécie de capote alentejano por €3.
Estas aventuras não puderam ser narradas anteriormente por razões técnicas a serem desvendadas em próximos posts.
Espeleotemas em gruta cárstica

Dia 31 (I)terça-feira, 24 de agosto de 2010
Nada como o ar puro da montanha para abrir o apetite

Gulodices lacustres

A Eslovénia é mesmo uma caixinha de surpresas. Verdade seja dita que o segredo está bem guardado, em parte, devido à sinalização rodoviária numa intrincada rede de estradas amarelas que, na melhor das hipóteses, indicam o caminho para a terra seguinte (que nem sempre vem no mapa).
Acresce a existência de um bolo, criado em 1953 por um mestre pasteleiro de um hotel à beira do lago e que é muito muito guloso...
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Capital Mundial do Livro 2010

In slovensko vino veritas
Dia 29 (II)23 de Agosto de 2010
Com este excelente ambiente, não podíamos deixar de aproveitar para fazer uma prova de vinhos eslovenos, devidamente acompanhados por um prato de presunto e de queijos (tudo produto nacional), numa calma esplanada, com boa música de fundo.
Ficámo-nos pelos Brancos, devido ao calor e por uma questão de respeito pelos bons costumes (deles, claro) e de preservação dos nomes de família (nossos, claro). Da prova, recomendamos vivamente o Renski rizling, curin, 2007, meio-seco. Para dar um ar respeitável, pusemo-nos a actualizar este blog.
Um dia perfeito

domingo, 22 de agosto de 2010
Relaxando em Liubliana
Dia 28 (II) Pequenino mas perfeitinho











