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domingo, 22 de agosto de 2010

Pequenino mas perfeitinho


Dia 28 (I)
22 de Agosto de 2010

A Eslovénia é assim como uma mistura de Áustria com Suíça, com um travo italiano, mas em pequenino. No caminho para Liubliana, via Ptuj e Celje, são muitas as aldeias e vilas encantadoras, num vasto fundo verde (belas florestas e campos cultivados), ao longo do rio Sava, cruzando ribeiros e riachos, alternando montanha com vales.

Voltámos a encontrar cafés lindíssimos, por vezes onde menos se espera (como em Ptuj, na foto), com muitas pessoas a conviver frente a um copo (de vinho, de cerveja ou de limonada) e sempre servidas por gente jovem, bem disposta e bem educada.

Em Celtje, onde se pode beber um bom café (ou dois), demos com um jovem esloveno que desatou a falar em português connosco ao saber de onde vimos. Disse que tinha vivido um ano em Lisboa, que adorava a cidade, que tinha sido o melhor ano da sua vida e que só não ficou mais tempo por não ter conseguido arranjar emprego. Tudo em bom português!

domingo, 15 de agosto de 2010

El pueblo salió a la calle

Dia 21 (II)
15 de Agosto de 2010

Uma característica comum a estes países da Europa Central é o uso que fazem do espaço público. São imensas as pessoas que passeiam nos parques, nas praças e ruas, para além das que desfrutam das esplanadas. Em Bucareste, há um canto especial, num parque, para os inveterados de jogos de tabuleiro, como se pode ver na foto (uma imagem comum a outros países europeus, como Portugal).


Os preços continuam baixos, mas nem sempre tanto como na Bulgária (a vinheta para poder circular nas estradas custou apenas €3 mas o jantar já ficou em €5 por pessoa). O que se tem mantido é o fundo sonoro: dir-se-ia que não temos parado de ouvir a M80 desde que chegámos à Hungria.

Uma última curiosidade por hoje: os empregados dos cafés e restaurantes sentem-se mais confortáveis a falar connosco em espanhol do que em inglês, pois dominam melhor aquela língua.

domingo, 8 de agosto de 2010

Lost in translation



Dia 14 (II)

8 de Agosto de 2010

A descoberta da rua do hotel em Belgrado, marcado na véspera, não foi fácil, como se pode perceber pela foto. Temos agora dois dias para aprender os caracteres círilicos se queremos voltar a encontrar o carro que ficou estacionado algures...

Felizmente, as pessoas são muito simpáticas e a cidade aparenta ser boa para passear (a pé, claro!). E os cafés continuam a ser óptimos para actualizar o blog.

A nossa pátria é a língua portuguesa


Dia 14 (I)
8 de Agosto de 2010

A manhã serviu para explorar Novi Sad. Para um domingo, o centro até estava animado, com pessoas a tomar café nas esplanadas. E gelados! Do outro lado do rio há uma fortaleza, construída no final do séc XVII, que alberga alguns ateliers, galerias e lojas. Uma em particular chamou a nossa atenção. No interior estava uma exposição nova-iorquina com os trabalhos de design gráfico premiados em 2009 pelo Art Directors Club. Aqui fica o link, apesar de a exposição ser mais interessante do que o site, sobretudo pela acutilância de algumas das imagens: http://www.adcglobal.org/archive/annual/?year=12

A jovem sérvia que nos atendeu quer aprender Português, Espanhol e Francês e ir estudar em Portugal. A paixão pela nossa língua vem do filme brasileiro Tropa de Elite (entre outros), em que o português lhe soou líndissimo. Ficámos tão inchadas de orgulho pátrio, que, quando quisemos provar as t-shirts (bem giras) que estavam à venda, começámos pelo XXXL.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A Europa dos cafés

Dia 12 (I)
6 de Agosto de 2010
Num pequeno mas muito interessante livro, A Ideia de Europa, George Steiner fala da Europa dos cafés. Este conceito está muito presente por onde temos andado nesta viagem danubiana. Curiosamente, tal como há uns séculos os viajantes iam ao café para receber o seu correio e ler os periódicos, os viajantes do século XXI vão para o café ver o correio, em formato de email, e ler os jornais online. Trata-se, pois, de uma tradição que se arrasta ao longo do tempo e que caracteriza, de facto, a cultura europeia continental. Na Europa Central, lindíssimos cafés antigos continuam cheios de vida, modernizaram-se ao ponto de todos terem Wi-Fi gratuita, continuando a atrair locais e turistas, desde os clientes que há vários anos se juntam para lanchar o chá e o bolo aos jovens que aproveitam para trabalhar no portátil de última geração. E, claro, as viajantes que aproveitam para colocar os últimos posts no blog.
Mas continua a justificar-se o aparecimento de novos espaços, mais pequenos mas para um público igualmente diversificado, geridos por gente jovem e empreendedora e com design cuidado (desde o contemporâneo ao mobiliário da avó). No café desta manhã, sentimo-nos duplamente em casa, pois este ocupa o segundo andar de uma grande livraria, num fantástico edifício Arte Nova, na rua Andrássy, perto da Ópera.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sissi já não mora aqui


Dia 8
2 de Agosto de 2010

Viena.
Faltam 1925 Km.
Isto está quase!

Convém estar atento onde se estaciona o carro. Nem queríamos acreditar nestes preços:
1 hora = €13
1 dia = €144

Muito melhor gasto é o dinheiro numa verdadeira Sacher Torte, num dos centenários cafés de Viena ou - completamente grátis - uma visita à Hundertwasser-Krawinahaus, um dos mais emblemáticos edifícios da capital.

Os mais de 30ºC e o céu azul permitiram um belo passeio pelas ruas de Viena, mas obrigaram a uma pausa logo após o almoço, oportunamente aproveitada para actualização deste blog no Café Central (velhinho mas com wireless).

Amanhã atacamos os museus de Viena e contamos ir para Bratislava no final do dia. Afinal, são só 60 Km, o que faz destas duas capitais as mais próximas na Europa.