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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Rock in Rio em Passau

Dia 5 (III)
30 de Julho de 2010

Os 3 rios que banham Passau dão à cidade um belo toque de charme. É possível fazer passeios ao longo das diversas margens, sempre com simpáticas esplanadas onde descansar e beber uma cerveja (de 0,5l, claro, que mais pequeno não há). Por volta das 20h00 era grande a agitação em torno da praça principal. Ia actuar um grupo de rock alemão num palco colocado perto da catedral. Como de bandas alemãs só conhecemos Kraftwerk e Scorpions (o que mostra que parámos nos anos 80!), não nos habilitamos a fornecer uma crítica idónea aos nossos estimados leitores. Por receio de passarmos por cotas em retrocesso à adolescência, fomos dar uma volta para longe dos gritos ululantes do frenético vocalista saxão.

R de Rotel







Dia 5 (II)
30 de Julho de 2010

Depois de darmos com um hotel sem quartos livres, encontrámos um engraçadíssimo: o Rotel Inn. Como o nome indica, fica à beira do rio Inn, perto da estação de comboios de Passau. Os quartos são minúsculos e a casa-de-banho é fora destes, em frente (há praticamente uma casa de banho por quarto). Vale a pena uma vista de olhos ao site: http://www.rotel-inn.de/

O preço por noite é de €25 por pessoa e o pequeno-almoço são mais €6. Não é o do Alex mas o local é divertido, atraindo gente de todas as idades.

O frühstück do Alex

Dia 5 (I)
30 de Julho de 2010

Como no hotel o pequeno-almoço era pago à parte, fomos até ao centro da cidade à procura de uma alternativa. Que óptima ideia! Descobrimos o frühstück do Alex onde, por €6,20, mais bebida, se podia comer tudo o que o estômago aguentasse (ou mais).


E até às 12h00. Uma verdadeira cidade universitária! Depois deste pequeno-almoço, quem é que ainda tem barriga para ir comer umas salsichas ao restaurante mais antigo da Alemanha (perto da ponte)? Nós, infelizmente, já não. Assim, partimos em direcção de Passau, a Veneza da Baviera, onde confluem 3 rios: o Danúbio, o Inn e o Ilz.


Em casa do primo Hohenzollern

Dia 4
29 de Julho de 2010

Vir a Donaueschingen só mesmo para colocar o conta-quilómetros a zero.

Rumámos a Sigmaringen onde há um castelo da família Hohenzollern. Não é tanto por algum possível parentesco com a família (apesar de D. Estefânia, rainha de Portugal, mulher de D. Pedro V, ser uma Hohenzollern-Sigmaringen, de seu nome completo Estefânia Josefa Frederica Guilhermina Antónia de Hohenzollern-Sigmaringen) mas pelo caminho ao longo do Danúbio, entre Tuttlingen e Sigmaringen, que é lindíssimo.

Quanto ao castelo em si, com mais de uma centena de quartos, foi usado durante o final da II Guerra Mundial para alojar o Governo de Vichy. Entre os franceses encontrava-se o escritor Céline, autor de Viagem ao Fim da Noite e de uma trilogia autobiográfica (Castelos Perigosos é precisamente sobre a queda de Sigmaringen). Os Hohenzollern, que não apoiavam os nazis, foram expulsos de casa para o castelo da família de Claus von Stauffenberg, o militar que tentou matar Hitler (papel interpretado por Tom Cruise no filme Valquíria).

Daqui rumámos para Regensburg (Ratisbona, em português), Património da Humanidade desde 2006, onde há uma ponte em pedra, um Museu Kepler (pois o astrónomo e matemático morreu nesta cidade) e - o mais importante para o nosso périplo - o Museu de Navegação do Danúbio (Schiffahrts Museum).

Neste, destaque-se uma maquete de um moinho-barco do Danúbio. Com este tipo de moinho, o proprietário é simultaneamente moleiro e capitão. Com ele, podia procurar as melhores correntes fluviais. Por constituir um obstáculo à navegação, acabou por ser proibido no séc. XIX. Dada a sua curta vida (cerca de 50 anos) acabou por desaparecer por completo. Em Gifhorn, na Baixa Saxónia, há um museu ao ar livre, único na Europa - o Internationales Wind- und Wassermühlen-Museum (Museu Internacional de Moinhos de Vento e de Água) - onde existe uma réplica de um moinho-barco do Danúbio. E também de um moinho típico do Algarve.








sábado, 31 de julho de 2010

Da Floresta Negra ao Mar Negro


Dia 3

28 de Julho de 2010


Finalmente na nascente do Danúbio, em Donaueschingen. Há quem diga que não é bem aqui mas fiquemos com a versão oficial e deixemos as tricas para outros.

Símbolo da Europa Imperial, o Danúbio tem uma enorme importância histórica, política, cultural e económica.

Com 2840 Km de extensão, o rio passa pela Alemanha, Áustria, Eslováquia, Hungria, Sérvia, Croácia, Bulgária, Ucrânia e Roménia. Se quisermos ser ainda viajantes, podemos acrescentar a Moldávia pois há uma pequena ponta deste país na fronteira com a Roménia que toca no Danúbio.

Marque-se, então, no conta-quilómetros, o Km 0 e inicie-se a contagem decrescente -2840 Km.

Poder-se-ia dizer que era para preparar para tamanha tarefa mas, foi por distração que se jantou XXL Wiener Schnitzel (bife de porco panado tamanho gigante, em Português). Este percalço deveu-se não só a distração como também a ignorância: nem nós falamos Alemão nem eles Inglês (em Donaueschingen).

Este constrangimento linguístico sentiu-se também no hotel, onde uma simpática Frau nos explicou tudo sobre o quarto, sugeriu a hora do pequeno-almoço (isto foi o que depreendemos!) e nos deu diversa informação adicional em Alemão!!!!

O hotel deve ter sido moderno em 1950. Hoje, não tendo ainda adquirido valor patrimonial e histórico, é apenas um hotel parado no tempo. Valeu-nos o marido da Frau que se despediu de nós com um sonoro ciao.

O despertador vai tocar cedo pois temos "ordem" para tomar o frühstück às 08h00. Esta palavra passou a fazer parte do léxico a reter já que em muitos hotéis este é pago à parte.