quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A Porta do Sol, de Elias Khoury



Para Edward Said, autor de O Orientalismo, esté é um livro brilhante.
Usando o método de Xerazade, o narrador de A Porta do Sol tece um longo e contínuo fio de histórias com que pretende resgatar a vida de um homem.
"O escritor libanês Elias Khoury (n. 1948) é um dos poucos autores árabes que suscita interesse por parte da imprensa ocidental. Romancista e dramaturgo, professor em Nova Iorque (Columbia) e na Universidade Americana de Beirute, iniciou em 1975, depois de ter participado na guerra civil do Líbano, uma obra literária praticamente desconhecida em Portugal. A Porta do Sol, traduzido a partir da versão francesa, acaba de chegar às livrarias. O livro narra o êxodo dos palestinianos entre 1947 e 1950, quando cerca de 700 mil palestinianos deixaram a Galileia. Foi Edward Said que o recomendou aos editores americanos, e esse gesto vale por todos os prémios." Eduardo Pitta, Sábado

Aqui na livraria, A Porta do Sol está em destaque, mesmo ao lado da reedição acabadinha de sair de Reflections on Exile & other literary & cultural essays, do próprio Said.
Entre os diversos textos, relembramos o que escreveu sobre o Cairo e Alexandria, comparando estas duas cidades egípcias, por contraponto com os respectivos passados, e concluindo que a Alexandria de Durrell e de Kavafis desapareceu sem deixar rasto.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

De volta das férias


Amanhã, dia 17 de Agosto, a Palavra de Viajante volta a abrir as portas. O bronze está a desaparecer, mas a boa disposição e as ideias novas vieram para ficar.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Os dois da vida airada

No outono de 1857, Charles Dickens foi passear a Cumberland com o seu amigo Wilkie Collins, na altura uma estrela em ascensão no mundo da literatura.
Juntos descreveram as suas aventuras para a publicação Household Worlds, com a qual Dickens colaborava.
O resultado é uma deliciosa reflexão sobre os encantos de se ser solteiro e um excelente exemplo de jornalismo escrito a quatro mãos.

A Londres de Charles Dickens

De certeza que ir a Londres nestes dias também permite umas pausas mais culturais entre os muito atractivos dos Jogos Olímpicos.
"A Guide to Dickens' London" mostra a influência da cidade na vida e na obra de um dos autores ingleses mais conhecidos e acarinhados.
Da prisão de Newgate a Covent Garden, da sua casa de infância em Camden à Abadia de Westminster onde está sepultado, este guia mostra ainda como a arquitectura de Londres se repercutiu na obra de Dickens.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A Palavra vai a banhos!



Recordamos que vamos fechar para férias, de 30 de Julho a 16 de Agosto. Voltaremos ainda mais bem dispostas (pudera!), bronzeadas (se o tempo ajudar) e com ideias novas. 

sábado, 14 de julho de 2012

Uma peregrinação a Londres antes que comecem os JO


"London: A Pilgrimage", de Blanchard Jerrold, e com ilustrações de Gustave Doré, é uma pequena pérola do jornalismo dito social.
O autor, jornalista e dramaturgo, escreveu-o em 1868, depois de ter deambulado pelos bas-fond da capital inglesa.
Ao lermos este livro, mergulhamos de cabeça no universo que Charles Dickens tão bem descreveu nos seus romances.
Até ao final de Julho, vamos continuar a destacar Londres.

terça-feira, 3 de julho de 2012

A Cidade Eterna na Palavra de Viajante


Roma é, sem dúvida, a cidade eterna; uma cidade que merece ser redescoberta com os olhos do iniciado. Não é difícil sermos surpreendidos por uma praça inesperada, por uma igreja em que nunca repararamos (mas que lá está há séculos, claro), por uma ruela com um pequeno restaurante só conhecido dos locais, ...
Para melhor nos prepararmos para a viagem, nada como vasculhar nos segredos da velha senhora: "Os Segredos de Roma", de Corrado Augias (edição ilustrada da Cavalo de Ferro) é uma antologia de histórias e uma galeria de personagens e de acontecimentos ligados ora a uma rua, ora a um edifício ou a um monumento.
Para  autor, jornalista italiano, «Se tivesse de escolher apenas uma característica para definir Roma, escolheria esta: a presença simultânea de tantas cidades embutidas umas nas outras, sobrepostas em três, quatro, cinco camadas prontas a revelar-se, basta ter vontade de olhar para além do ruidoso invólucro do presente.»
Ficaremos em Roma por uns dias.